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Explosão de "If you are the one" põe China na linha de frente do cinema


Atualmente, a resposta para quase qualquer pergunta a respeito da indústria cinematográfica asiática é: "China". O despertar da nação mais populosa do mundo e os passos em direção ao status de potência cinematográfica estão não só virando as tabelas de bilheterias de pernas para o ar como também estão redefinindo o conceito de coprodução, sugando a antes poderosa indústria de Hong Kong.

Provando a ascensão da indústria cinematográfica chinesa estão as bilheterias chinesas de 2008. If you are the one, lançado no final de 2008 e ainda forte em janeiro de 2009, gerou o impressionante valor de RMB 325 milhões (US$ 47,7 milhões), tirando Titanic da posição que ocupou por mais de uma década. Alguns meses depois, no entanto, o novo recorde foi destruído pela performance de Transformers: A vingança dos derrotados.

A safra de filmes de inverno chinesa parece que será muito frutífera. As estimativas da China Film apontam que mais de uma dúzia de filmes produzidos na China tem potencial de superar a marca simbólica de RMB 100, marca que apenas dois ou três filmes atingiam alguns anos atrás. Estúdios e produções de Hong Kong e Taiwan também estão se transferindo para Pequim e outras regiões, levando nomes como John Woo e Peter Chan para o mercado chinês.

"Lady cop, de 2008, foi uma tentativa de nos adaptar mais ao mercado de filmes chinês e ganhar as graças das plateias de lá", diz o cineasta de Hong Kong Alan Mak em entrevista ao The Hollywood Repórter. "No entanto, voltamos ao estilo de Hong Kong em Overheard e eu acho que esse é o caminho para nós – nos adaptarmos a novos mercados, mantendo, ao mesmo tempo, nosso estilo".

A indústria cinematográfica chinesa, no entanto, se mostra resistente à interferência estrangeira em sua produção. Companhias americanas não conseguem investir ou receber direitos de distribuição de filmes chineses fora da China, ao passo que o país se sente ameaçada pela produção americana que entra no país. O mercado consumidor chinês, no entanto, sustenta a produção quase autóctone dos filmes na região (mesmo que com orçamentos limitados para a produção) e é necessário para compor os milhões de dólares obtidos por blockbusters americanos. Parece que, neste caso, Hollywood precisa mais da China do que a China de Hollywood.

1 comentários:

Endrigo F. C. disse...

Amigo, americano são todos que moram no continente americano, não os cidadões dos Eua, não confunda as coisas, O gentílico correto é Estadunidense, Mesmo que a Globo erre todo dia em seu jornal, você não vai fazer o mesmo? vai?

Respeite a si próprio, não siga o joguinho de nomear um povo de um país como representante de um continente, porque dai o que sobraria para gente? Subamericanos?
Respeite se!

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