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Cineasta Martin Scorsese comenta a sequência de Touro Indomável

Diretor ainda fala sobre temas revisitados por Hollywood.






O cineasta Martin Scorsese (“Cassino”) foi o convidado de honra da New York’s Soho House durante o lançamento de uma campanha que visa reunir fundos para a entidade criada pelo ator Michael J. Fox (“De Volta para o Futuro”) voltada para pesquisas sobre a doença de Parkinson. Nesse evento, o editor da GQ, Logan Hill, teve a oportunidade de conversar com o diretor sobre “Touro Indomável 2”.

“Não tenho ideia [do que esperar]. Essa é a segunda vez que ouço falar sobre isso”, disse Scorsese sobre o projeto do diretor argentino Martin Guigui (“Além da Escuridão”).

Quando perguntado sobre o que sentia ao ver seu clássico de 1980 ganhar uma continuação sem que tenha qualquer envolvimento, Scorsese disse que não acha que poderia revisitar o material.

“Dissemos tudo que tinha para ser dito. Aspectos diferentes da mesma história só nos fazem andar em círculos”, esclareceu.


Os aspectos a que se referiu foram características como ascensão e queda de um ídolo e como superar o sofrimento.

“A superação como forma de mudança. Lidar consigo mesmo, na verdade. No fim de ‘Touro Indomável’, ele (LaMotta) olha para si mesmo no espelho e se sente confortável. Então não sei como eles poderiam fazer na continuação”, acredita.

No meio da conversa, Hill comentou que o uso de certos temas na indústria do cinema tem sido abusivo, e citou o exemplo dos vampiros, que voltaram à moda depois de “Crepúsculo”.

“Mas os vampiros sempre funcionaram de alguma forma. Eu até gosto mais deles do que dos zumbis”, brincou Scorsese.

Para o cineasta, a vantagem dos sugadores de sangue é que se pode conversar com eles, enquanto no caso dos mortos-vivos tudo que se pode fazer é mandar chumbo nos seus corpos.

“Os vampiros ainda têm uma sexualidade”, completou.

Apesar de não ser fã do gênero, o diretor deu uma dica,como bom cinéfilo que é, para quem curte filmes de zumbi.

“Vi um em Londres enquanto filmava ‘A Invenção de Hugo Cabret’. Chama-se ‘Colin’ e era feito por um cineasta jovem [Marc Price]. Ele mesmo filmou e editou. Era selvagem. Tinha uma energia que levou a ideia dos zumbis para outro nível. Muito interessante. Perturbador”, finalizou.

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